Primeras adaptaciones

Terceiro dia.
Segunda tentativa falha em acordar cedo para o café da manhã no albergue.
Já de pé, entretanto, tratei de me levantar para resolver mais questões pertinentes: adaptadores – sim, para meus aparelhos eletrônicos, já que as tomadas européias (ou apenas espanholas, não sei) são de um formato diferente – e moradia.
Tratei de começar pela primeira, indo a um shopping perto do albergue para achar os famigerados adaptadores. Após procurar algum tempo e perder-me pelas áreas do shopping – tão diferente dos brasileiros, sem delimitações precisas entre as lojas (às vezes sequer paredes, fazendo tudo parecer um único ambiente) –, finalmente os pude achar. Mas, com estes adaptadores parecendo tão cheios de especificações, vi-me na necessidade de conversar com um funcionário sobre sua funcionalidade. Aí, pronto: tenta-se o espanhol, o inglês, às vezes até o português para talvez algum detalhe obscuro, e no fim o que se tem é uma grande mistura que, quem diria, acaba por dar um fim digno à conversa, com ambas as partes (quase) certas de que puderam ser entendidas.
Findado isto, estava em uma nova etapa de minha estadia. Tinha um adaptador de tomada, e ter um adaptador de tomada não era pouca coisa: significava que eu poderia agora utilizar meus aparelhos eletroeletrônicos, e assim pude carregar as baterias de meu celular e notebook, passando a ter acesso a informações e ferramentas utilíssimas; dando um fim, finalmente, à minha virtual condição de isolamento.
(Mais tarde ainda vi-me na necessidade de comprar um outro adaptador para o celular, e foi o que fiz; o diabo, entretanto, mostrou-se de tal formato com umas bordas laterais que não permitia a entrada do celular.
Só por isto em si já valeu ter comprado aquele canivete nas Americanas a R$ 8,00. Fiz o adaptador e o celular se encaixarem na marra.)

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