Naquela noite em que encontrei os brasileiros e os alemães, aquela noite em que eu achava que ia apenas descansar um pouco após um dia de buscas – frise-se: bem sucedidas, enfim –, quando eu poderia finalmente restituir merecidamente minhas energias, naquela noite não pude resistir a um convite para sair com o pessoal.
Resultado bruto disto tudo: voltei ao albergue apenas tarde da madrugada, descansando apenas umas poucas horas para o dia seguinte.
Mas foi interessante, e valeu a pena: este tipo de oportunidade, se bem lidada, é ótima para fazer amizades, e creio ter sido o caso; pude, também, analisar parte do que esses europeus gostam de ouvir e concluir que em algum sentido ao menos têm um gosto parecido com o meu (até tocaram Nirvana, yeah!).
E certamente não posso generalizar; mas se todos os alemães forem que nem Jeanette, a alemã que conheci – uma jovem (devo estar ficando velho mesmo; ela é mais nova que eu... Há algum tempo atrás, esse tipo de coisa jamais aconteceria: eu sempre tendi – agora, talvez, deva dizer “tendia” – a conhecer pessoas mais velhas) bem afável, com quem não me canso de rir por causa de nossas diferenças (e semelhanças) culturais –, então terei medo: pois Jeanette dançou a noite inteira, e não mostrou maiores sinais de cansaço.
Ao fim do dia, voltando ao albergue, ainda houve mais uma surpresa: lá, sem reserva e sem onde ter onde mais ficar, tendo como único conforto aquela noite alguns bancos onde se deitar, se encontrava Melina, uma outra alemã – jovem, adorável e cheia de experiência: em sua bagagem de vida já constando inúmeras viagens, inclusive à América Latina – tendo-a conhecido quase toda, pelo que me pareceu, incluindo o Brasil –; ademais falando inúmeros idiomas, inclusive com um espanhol esmagadoramente melhor que o meu (que nunca foi exercitado, é bem verdade, mas o qual poderia em virtude das semelhanças com o português não ser tão facilmente ultrapassado – principalmente por alguém oriundo de uma terra cuja língua é tão diferente!...). Assim, perto dessas pessoas, eu pude perceber o quão pequenino é meu grande mundo.
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