Nos dias seguintes, com diversas idas infrutíferas à universidade – para formalizar de vez a matrícula; para refazê-la após perceber ter pedido por disciplinas anuais (porque na Espanha, ou ao menos na UCM, há disciplinas que duram dois semestres); para tentar assistir a uma aula de tarde da mesma disciplina, só que de outra turma (devido a, ahm... não conseguir acordar cedo, por razões as mais tolas); enfim, por toda uma série de razões –, pude ao menos aproveitar o restante do tempo a sair com um pessoal – no caso, as alemãs já citadas e Raul, outro brasileiro – que merece alguns parágrafos à parte, aliás.
Havia encontrado Raul alguns dias atrás, mas ainda não tinha tido a oportunidade de conhecê-lo melhor – ele ia sair comigo, Marcelus e Jeanette naquela primeira noite de festança, mas por contratempos não pôde de última hora ir. Que figura! Um em termos de aparência nada característico aluno de filosofia, Raul é uma das poucas pessoas que conheço com um sorriso capaz de iluminar todo o ambiente, e com uma presença capaz de unir todo um grupo de pessoas novo e fazê-lo sentir-se familiar.
E estava a partir de Madri.
O que houve, entretanto, é que em uma série de dias saindo comigo e com o pessoal do albergue, Raul perdeu duas vezes seu trem para Lisboa (próxima cidade em sua lista de visitas); de modo que passou tais noites em meu novo apartamento, dada a hora adiantada do dia após ter perdido o transporte (e porque, bem, era o mínimo que eu podia fazer por um amigo).
Isto, levar um amigo para o apartamento já nos primeiros dias de estadia em Madri – e para lá passar a noite, ainda por cima –, imaginei que fosse ser espantoso para meus colegas de piso.
(Felizmente, não foi – são boas pessoas e compreenderam.
Para o bem deles. Mwahaha!)
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Um comentário:
Fala André!!!
Suas aventuras tão muito legais kra!
jah pensou em escrever um livro? hauhauhauha Vc tem talento!
Boa sorte com tudo aí e continue escrevendo para nos manter informados!
Abraço
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