A crise em si consistiu em perceber que, sendo tão consideravelmente difícil para tudo a comunicação com os espanhóis e as minhas finanças assim tão limitadas para uma vida em Madri, a minha situação estava um lixo. A internet também, um de meus principais meios de alcançar qualquer informação, não me estava acessível com facilidade – não havia conexão no albergue, além da bateria do notebook estar descarregada e as tomadas da Espanha serem irritavelmente diferentes (razão pela qual meu celular também estava inutilizado, incluindo seu despertador).
A essas coisas somaram-se toda uma série de imprevistos a princípio, cada um a seu modo, desgastantemente difíceis de se resolver; e assim pareceu, ao cabo destes acontecimentos, que talvez a ida a Madri talvez não fosse ainda coisa para o meu cacife. Talvez eu tivesse dado um passo maior que a perna, terrivelmente maior.
“Dizem que os primeiros dias são os mais assustadores.”
Aflito, fui dormir.

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