Agora tinha que me decidir por um dos albergues; é coisa impensável ficar arrastando quilos e quilos de mala por aí à toa. Minha próxima ligação foi para um deles (havia feito uma lista com quatro após procurar na internet, e esses eram os únicos que pude achar com proximidade viável à civilização), e pude até entender as informações passadas sobre como chegar até ele. Pude captar principalmente que o destino final era a estação de “Argüelles” (com trema mesmo!); assim, constatei no Guia de Madrid que comprei haver um caminho melhor do que o sugerido, há! Eu, então, hábil tomador de metrôs e fã incondicional deles desde a primeira vez que os tomei (este ano ainda), segui pelas linhas madrileñas até a tal estação de Argüelles, um único susto sendo o fato de não haver sempre mensagenzinhas de voz a anunciar a estação por se alcançar.
Cheguei em Argüelles e, após concentrar-me durante algo como 20 minutos no mapa e perder uma boa dose de paciência por não achar a droga dos nomes das ruas na esquina (placas com nome de rua, eu viria a descobrir, não são os únicos tipos de aviso difíceis de se encontrar por aqui), pude achar o albergue. “Santa Cruz de Alguma-Coisa” (“Mordacena”?... ainda hei de lembrar). Ao lado do metrô. Perto de shoppings. No centro de Madri.
Essas coisas, os albergues, não deveriam ficar nos arredores da cidade?
Mas o melhor estava por vir: havia me preparado para um lugar decadente – tanto por saber ser sempre melhor não criar expectativas altas quanto por saber simplesmente não ser possível as exigir de um albergue, ambiente esse para quem não pode pagar os melhores preços –, mas o que encontrei foi um lugar extremamente limpo e bem cuidado!
Por apenas 8,50 Euros! Quase chorei de emoção.
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Um comentário:
Muuuito bem, Sr. André!
Trate de anotar os benditos nomes dos albergues... =)
Visitarei-os, se possível, nas férias...
=P
Abraço
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